Voe comigo


13.12.2011


VOLTA

                  Bom dia, dileto leitores. Tanto tempo sem escrever e retorno com um texto de autoria de uma grande amiga, Lilian.


Sobre moscas e vinagre

                “Não se pega mosca com vinagre”, ouvimos, tantas vezes, em conversas cotidianas, sobremaneira da boca de queridas tias ou saudosas avós. Eu era pequena e achava graça... Claro que se pega mosca com mel, açúcar. E, de mais a mais, por que alguém quereria de uma mosca algo além da morte certa e esmagada?

                   O tempo passa e acabamos por aprender. Por bem ou por mal.

                    Às vezes, somos nós a mosca. Não, não é xingamento, tampouco pejorativo. É que passamos a ser o objeto do desejo. Pode ser do desejo sexual – conhecido como “tesão”- , pode ser que tenhamos o que falta à pessoa – isso atende pelo nome de “inveja” -, pode até ser que sejamos mais sedutores do que ingenuamente supomos. E aí vem alguém que tenta se aproximar.

                    Nota o perigo??? Pois, bem, explicito: há, lamentavelmente, pessoas que não têm doçura, açúcar, mel. Suas matrizes são de vinagre, jiló e fer   A sorte do mundo é que pessoas más raramente são inteligentes. E costumam acabar afogadas, sozinhas, no próprio fel. Só com moscas. Mas, aí, não as moscas metafóricas; as de verdade, nojentas e imundas.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 11:12
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19.09.2011


NADA SEI

          Após ler a reportagem abaixo relembrei das mãos masculinas que conheço. Já contei que tenho paixão por mãos, meus olhos sempre são atraídos por elas, gosto de observar a dança, o ritual que cada homem faz. (Esse Works está sendo ingrato comigo hoje). Comentei com meu (ex) filho sobre esse assunto hoje e ele disse que observará os homens carecas (semi ou total) com idade próxima aos 30 anos. Interesse puro o dele, que tem o anular bem longo. Passarei a observar mãos femininas agora. E como toda segunda feira, que dia de merda!

 

Tamanho do dedo anular está relacionado à libido masculina

Plantão

O Globo (saude@oglobo.com.br)

LONDRES - O dedo anular já foi relacionado ao tamanho do pênis, à agressividade e até à contagem de espermas, mas agora, pela primeira vez, os cientistas descobriram por que o tamanho desse dedo importa tanto: a quanto mais testosterona (hormônio sexual masculino) um bebê for exposto no útero, maior será seu anular. E, segundo os professores Martin Cohn e Zhengui Zheng, biólogos da Universidade de Flórida, este quarto dedo é repleto de receptores de hormônios sexuais.

Os cientistas fizeram uma experiência com fêmeas de camundongos grávidas e controlaram os genes com influência sobre os níveis de estrogênio e testosterona. O aumento de testosterona alterou o tamanho do dedo anular nas patas traseiras dos bebês camundongos, que, segundo os cientistas, correspondem à mão esquerda humana em relação aos hormônios sexuais.

Em contrapartida, camundongos expostos a níveis maiores de estrogênio ficaram com uma aparência mais feminina e um anular menor. E quase todos os ratos do sexo masculino nessa faixa tinham defeitos genitais.



Leia mais sobre esse assunto em

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2011/09/06/tamanho-do-dedo-anular-esta-relacionado-libido-masculina-925297349.asp#ixzz1YQZSh1De


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| Publicada em 06/09/2011 às 12h33m

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 16:46
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17.09.2011


CARTA

                Prezada (ex) Filha:

                Venho pela presente comunicar que a partir deste momento os serviços do seu celular área 11, aquele que você deveria só usar para avisar a sua estimada mãe da data da próxima visita, dispõe tão somente dos seguintes serviços: bonus para qualquer tefelone da mesma operadora, 50 torpedos (use ao menos um para avisar dia e hora da sua visita), 100 min de ligação para qualquer telefone área 11 ( tempo mais que suficiente para você encontrar as amigas na balada quando vier me visitar).

                  Informo também que agora possuo um novo número de celular de outra operadora. Tão logo o seu irmão, aquele meu (ex) filho, configure o telefone celular com dois chips para a sua amada mãe que detesta fazer isso , não sabe e tem raiva de quem sabe e me esnoba com esse conhecimento, você saberá o número e poderá enviar um torpedo avisando o dia e hora da sua visita. Acredito que pedir que o torpedo seja enviado antes da sua chegada não seja exigir muito. Ou será que você já aprendeu com seu irmão a só avisar quando está tocando a campainha? Não! Você tem as chaves , ele não!

                 Depois de um longo diálogo com a operadora, eu quase apaixonei pelo atendente. Foram quase três horas de diálogo, música , queda da ligação, cigarros, xixi, bolachas. Continuamos com pós-pago, que será pós-morte caso você extrapole nos gastos.

                Se a intenção da operadora era me fazer desistir, erraram. Quando eu teimo com algo, nada me impede de fazer. A Telefonica que o diga.

                 Sem mais, sua mãe.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 22:57
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30.08.2011


ZUMMMMMMM

                 Tempão sem escrever, não por falta de assunto mas excesso de pensamentos. Meus pensamentos são gerados por impulsos elétricos, fazem zummmm. Minha amiga pedagoga disse que não é bem assim. Fiz de conta que ouvi a explicação detalhada e no final ofereci um café. Eu, que sempre fui movida a café ,não mais ingiro além de duas xícaras pequenas ao dia. Culpa do ginecologista que me amedrontou com osteoporose. Descobri que tenho colesterol extremamente alto e visitei um cardiologista. Ele descobriu que tenho uma arritmia congênita e decidiu que eu deveria fazer troventos e doze exames. Holter, Teste Ergométrico e mais uns para concluir que meu coração está ótimo! Imagine se eu não fumasse o absurdo que fumo atualmente. Tenho que tomar um remédio diariamente para quem sabe, meu fígado acorde e diminuia a produção de HDL.

               Entre um exame e outro, saí para comprar o que de mais recente em high tech culinário existe: panela de pressão. Não para mim, mas para a pedagoga que decidiu aprender a cozinhar. Ela já sabe fazer sopa, legumes cozidos e até se atreve a inventar receitas. Vez ou outra sou vítima da sua arte culinária. Sobrevivi.

                Midorinha ficou doente, infecção na pele. Duas semanas tomando antibióticos e algumas doses de qualquer coisa com cortisóide. Como não consigo fazer o comprimido ser engulido, levei a danada ao veterinário duas vezes ao dia. Minha vida virou do avesso por isso. Ela sarou, está manhosa (mais) .

                Minha ex-filha perdeu os documentos , telefonou em pânico para que eu cancelasse o CC e saber o que deveria fazer. Quarenta minutos depois enviou um torpedo avisando “ achei a carteira”. Não respondi.

                A vida segue rápida e com promessas.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 17:11
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18.07.2011


STILL ALIVE

                  Estou viva.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 22:27
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14.04.2011


ABAJUR

                 Midori teve uma conjuntivite séria, fiquei quinze dias colocando colírios dos olhos, no nariz, na boca, em toda cabeça dela, até em cima das almofadas. Uma luta segurar com uma mão e com a outra pingar uma gota de cada um dos colírios. A conjuntivite curou, mas de tanto ele coçar, precisei colocar abajur. O menor era facilmente tirado, colocamos uma coleira. Durou uns cinco minutos preso no seu pescoço. Filhote teve a feliz ideia de prender uma fita no abajur , na parte próxima ao peito, passar a fita pelos sovacos das patas dianteiras e prender nas costas, com um lindo laço. Midorinha, coitada, abaixou a cabeça como uma verdadeira deprimida. Ela demorou para pilotar com aquele treco, Shippo e Tzuki preferiram se afastar da monstrinha. Acho ela está sem o abajur mesmo sem estar totalmente curada. E como boa gata que é, vinga-se fazendo cocô fora da caixa de areia. Eu mereço....

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 21:14
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28.03.2011


PRIMEIRO MUNDO

                   Filhota veio este fim de semana e encontrou seu quarto arrumado e sem nenhum inquilino, como anunciei. Chegou sábado, tirou a roupa suja de dentro da mochila, telefonou para as amigas e combinou uma balada. Só não gostei da parte em que ela combinou que minha vodka iria junto para a casa da amiga onde combinaram o encontro. Ela foi, a vodka ficou.

                   Meu telefone tocou pouco antes das sete horas da manhã, o que em um domingo é impensável. Filhote avisando que chegou no aeroporto as 10:30h mas seu vôo saiu as 10:00hs. KLM emitiu a passagem dele com hora errada. Ah! Holanda não é Pais do Primeiro Mundo? Só aqui temos problemas com as companhias aéreas? Ele virá amanhã, eu irei até Cumbica para encontrá-lo. Telefonou no final da tarde de novo, dizendo que não sabia mais o que fazer e se eu queria algo. Pedi um whisky doze anos que segundo ele será consumido amanhã mesmo.

                    É, foi-se a época que eu bebia e meus filhos olhavam. Filhota já voltou para o exílio e então, retornou à categoria de ex. A vida segue....

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 23:16
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24.03.2011


MIDORI

 

                Depois que Hayato sumiu eu decidi não aumentar a população felina da casa. Procurei muito por ele, coloquei anúncio nos postes, berrei pelas ruas, conversei com porteiros e nada. Um belo dia, a veterinária telefona dizendo que tem uma gatinha para adoção, um perdida na rua. Fui ver, só por educação e consideração. No dia seguinte, trouxe Midori para casa avisando que devolveria se o relacionamento dela com Shippo e Tzuki não fosse harmonioso. Ainda não é, Tzuki não decidiu se ama descaradamente ou faz de conta que odeia. Gênio terrível tem essa gata.

               Midori tem dois professores e portanto, está aprontando todas. Feliz, adaptada e sábia: aprendeu que se miar alto quando brinca com Tzuki eu repreendo a outra, sem nem olhar o que acontece. Feito mãe com trinta filhos, a culpa é sempre do mais velho.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 11:15
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RODA MUNDO

                 A ingrata da filhota decidiu estudar na Unicamp, certamente só para me contrariar. Lá fomos nós duas fazer sua matrícula e procurar alojamento. Claro que ela foi pintada e achou isso maravilhoso. Ria feito uma tonta ao ser chamada de bichete e conversava com todos. Foi a primeira vez que vi aquela desalmada conversar com estranhos sem ficar encabulada. Andamos o dia todo até encontrarmos um pensionato que fosse do nosso agrado. Sim, do nosso, porque eu palpitei o tempo todo sobre todas as acomodações que visitamos. Descobri que kitchenette tem um significado especial nos arredores da Unicamp: 10m² e preço exorbitante.

                Próxima etapa foi fazer as malas com a tralha toda. Descobrimos que precisávamos fazer compras e lá fomos nós três (eu, ela e o Cartão de Crédito) caminhar em busca do necessário, naqueles dias de sol tórrido e chuva aloprada.

                 Enfim, filhota sai de casa em direção ao pensionato com as malas e um ar estúpido de felicidade, como se dissesse: Ganhei o mundo! Nossa comunicação passou a ser via torpedo. Quando ela avisou que voltaria para o fim de semana, enviei : Aluguei seu quarto. Alguns amigos disseram que ela passaria a me considerar ex-mãe após esse torpedo. Retruquei dizendo que ela já estava na categoria de ex-filha. Comigo é assim: se não mora comigo, é ex.

                 Por sinal, ex-filho chegará este domingo de Amsterdam e ficará uns tempos aqui em casa. Durante sua estadia aqui em casa, voltará a ser filho....

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 10:52
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27.02.2011


ORGULHO DE MÃE

            Depois de um ano sofrendo com a angústia da filhota, eis que saem os resultados da USP e UNICAMP e para minha nada surpresa, ela obteve exito em ambas. Para minha revolta absoluta, escolheu UNICAMP. Este foi o primeiro fim de semana após sua mudança para Campinas. Fim de semana curto, para minha mais absoluta revolta.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 21:36
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01.02.2011


DESEJO

                  Nas histórias dos mafiosos sempre se mata uma pessoa próxima ao devedor, nunca o próprio. Fácil de entender: a pessoa tem que sofrer pelo crime cometido e nada dói mais do que a morte de um filho, da esposa ou do cavalo predileto e campeão. Pensando nisso, decidi que a melhor maneira de fazer aquele homem sofrer seria impingir uma humilhação estrondosa, já que eu sou incapaz de matar. Existe maior humilhação para um pai ver seus dois filhos sendo seviciados? Claro que não! Isso representa a morte moral para um sujeito extremamente machista.

                   Decidido o que fazer, resta saber como fazer. Quanto menos pessoas envolver no processo todo, melhor. Precisarei de pelo menos três homens. Onde achá-los? Colocar um anúncio no jornal é impensável, nunca li anúncio de alguém se oferecendo para esse tipo de trabalho. Só escuto as pessoas dizerem que conhecem quem faça. Posso procurar em alguma favela, mas cadê a coragem para ir a uma? E quem garante que encontrarei bandidos dispostos a fazerem esse trabalho?

                   Terei que fazer tudo sozinha. Invadir a casa, dominar os três, amarrá-los na posição adequada e seviciá-los. Essa parte é fácil, um vibrador extra grande basta. Aliás, dois, deixar entalado, a dor deverá ser bastante prolongada e o pai ainda terá que decidir de qual aliviará primeiro o sofrimento. Um problema a menos. Invadir a casa até que parece fácil. A casa de trás está vazia, pulo o muro que separa as duas. O cão de guarda fica no jardim que não se comunica com o quintal, mas por garantia, levarei carne moída cheia de sonífero. Posso comprar em qualquer pet shop, com receita médica falsificada . Aprendi a fazer isso com aquele.

                 Para entrar na casa precisarei arrombar a porta da cozinha e para tal , uma micha. Não sei onde vende e duvido que consiga comprar sem ser chaveira. Posso tentar conseguir uma emprestada, mas não conheço nenhum chaveiro. Como entrar então? Pé de cabra para abrir a porta faz muito barulho e nem tenho tanta força assim. Contar com a sorte que tenha uma janela aberta ou que tenham esquecido de trancar a porta? Muito arriscado. Depois pensarei em como entrar na casa. Uma vez lá dentro, terei que dominá-los. O melhor será jogar algum gás que os faça dormir, desses que vemos nos filmes. Usarei uma máscara e aguardarei o gás fazer efeito. Outro obstáculo: onde conseguir tal gás? O Exército certamente tem e eu conheço um tenente. Será ele gentil em arrumar uns frascos, bombas, sei lá como vem isso, para mim? Outro obstáculo. Supondo que eu consiga, os três dormirão e eu poderei amarrá-los. Preciso de cordas, alguns metros. Precisarei também aprender a dar nós e a colocar pessoas em posição de quatro.

                 Aprender a fazer nós não é difícil, basta fazer uma busca pela internet. Colocar um homem dormindo na posição de quatro é mais complicado e não sei se tem manual de instrução para isso. Será que essa é uma posição que os médicos usam em situações de emergência? Perguntarei ao meu ginecologista amanhã. Se ele achar estranha a pergunta, direi que estou fazendo uma pesquisa sobre posições desagradáveis utilizadas em técnicas de salvamento de afogados. No caso, afogados pelo cu com um vibrador.

                Levarei minha câmera fotográfica para registrar o momento. Irei disfarçada , peruca, lentes de contato coloridas, boné, roupa comprada especialmente para a ocasião, que deverá ser queimada depois. Destruir todas as possíveis provas incrimina tórias, certo?

                   Acho melhor começar pelo que consigo obter mais facilmente. Irei a um sexy shop comprar os vibradores e pagarei com dinheiro para não deixar nenhuma pista. Escolho um que é bem longe da minha casa. Entro na loja e um vendedor muito gentil pergunta o que desejo. Digo que meu namorado e eu queremos um fim de semana diferente, o que ele sugere. O vendedor mostra diversos acessórios e de repente eu me dou conta que minha vingança não tem sentido. Compro alguns itens e ao sair da loja ligo para meu namorado avisando que teremos um fim de semana bem diferente, ele que se prepare. Serei mais feliz esperando que a vida se encarregue de punir aquele e aproveitando melhor meu tempo com o que gosto de fazer.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 20:13
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ROUPA BRANCA

               Sábado é dia de lavar roupa branca. Trabalhando a semana toda, sem empregada, uso os sábados para lavar toda a roupa branca da casa. As outras entram direto na máquina de lavar, saem para a secadora e voltam para as gavetas, não conhecem ferro de passar. Lavar roupa branca é complicado; primeiro deixar de molho dentro do tanque, depois esfregar, separar as manchadas, colocar as demais na máquina, as outras no molho com alvejante, tornar a esfregar e finalizar na mão mesmo, porque as que foram colocadas na máquina já estarão prontas para o varal.

                Esfregar faz bem para os braços, enrijece os músculos e dá dor nas costas. Um bem, outro mau. Demora em média uma hora essa esfregação. Uma hora pensando na vida. Em geral, nos maus momentos, sim , nos maus momentos para ser condizente com o momento. Então, estava pensando naquele sujeito que só fala, promete e na hora H, sempre tem uma desculpa. Depois, pensei naquele outro que não fala nem promete, mas na hora H falha. O outro então, caramba!, promete o mundo, não falha, mas é um falso. Lembrei daquela fulana que acha que academia é praia, fala alto e se acha a tal. Maior derrubada ela. E meus projetos que não andam nem desandam? Detesto esperar por respostas , parece que fazem de propósito. Acho que preciso emagrecer um pouco, tem uma gorduras sobrando. Homens querem mulheres inteiras, sem celulite, estrias, corpo sarado e a maioria deles é barrigudo, não cuida do físico. Essa ditadura do corpo só vale para as mulheres é? Deveria ser proibida a fabricação de meias brancas. Ou então, parar de andar só com meias em casa. Ah não, ah não! Isso aqui vai para o lixo, muito sujo. Pensar que já lavei cueca de marido, que coisa absurda, eu deveria ser absurda naquela época. Se pensar bem, nunca deveria ter casado, só tido os filhos. Será que um dia as crianças nascerão sem precisar usar fraldas? Lembrei que preciso resolver umas pendengas com filha. Se eu tingir todas as peças brancas? Lembrei do Fred, recém-separado, resolveu lavar suas camisas e colocou todas na máquina sem perceber que uma cueca preta estava no meio. Entornou um litro de alvejando dentro da máquina e telefonou para contar o feito. Uma hora depois telefonou para saber o que fazer com dez camisas brancas com manchas pretas. Ficou muito chateado comigo porque contei essa história em uma mesa de bar. Por onde andará Fred? Tantas pessoas que perdi contato. Vontade de sair para dançar hoje, para aprontar, feito o dia que sai com as meninas para caçar, feito os homens. Foi muito bom!!

                               Acabei a roupa, me sinto uma pessoa de novo. Trabalho escravo esse.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 19:58
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11.01.2011


HAYATO, CADÊ VOCÊ?

                 No final da tarde de ontem percebi o sumiço do Hayato. Saí por alguns minutos e não tranquei a porta já que filhota estava em casa, na selva que é seu quarto. Procuramos em todos armários, gavetas, máquina de lavar roupas, geladeira, dentro do sofá, micro-ondas e onde mais fosse. Andei por todas as escadas e garagens. Nada. Começou aquela chuva fortíssima. Gritei por ele. Cansei, dormi. Hoje cedo fiz todos os funcionários do condomínio procurarem meu gato. Disse para o porteiro interfonar em todos os apartamentos perguntando por ele. Avisei que se até amanhã cedo Hayato não aparecer chamarei a polícia. Andei pelas redondezas berrando por ele, perguntei para os conhecidos, eu parecia uma mãe procurando o filho desaparecido. De uma certa forma é isso mesmo. O que me dá esperanças é que Hashimico voltou para casa depois de mês ausente.

ONDE ESTÁ HAYAYO?

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 23:16
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08.01.2011


MAIS UM ANO

                 Depois de anos, enfim meu filhos passaram o Natal comigo. Tão feliz fiquei que decidi fazer uma Ceia. Convidei uma amiga. Planejei, fiz lista de compras e esqueci de comprar a farinha para fazer farofa. Passei bom tempo na cozinha picando, temperando e regando a carne na base de 2x1 a meu favor. Até árvore de Natal montei, uma pequena, simples. Meu filho lembrou de uma árvore que comprei há um bom tempo, tão grande que para transportar no meu carro foi complicado e para colocá-la na sala do apartamento mais ainda. Naquela época eu não tinha gatos, então pude decorar a árvore com enfeites de vidro. Dessa vez, só plástico. Shippo podou uma parte da pequena árvore, um artista! Hayato gostou de comer a terra do vaso. Harumi observava.

 

               Hayoto encontrou um pedaço de barbante e decidiu engoli-lo. Como não vomitou, o referido pedaço seguiu o curso da Natureza e saiu. Um pequeno pedaço estava pendurado e eu, como mãe, fui convocada a resolver a questão. Meu filho segurou e um puxei o barbante. Hayato ajudou empurrando. Lavei o traseiro do gato como se fosse a bunda de um dos meus filhos. Que vida!


             Comemos fartamente, sobrou o almoço, acabaram as cerejas. Minha amiga veio de táxi para cá. Convidei para dormir aqui, mas ela achou por bem voltar para sua casa, afinal tem uma cachorrinha que necessita de seus cuidados. Bem que ela tentou encontrar um táxi e só depois de estar com os dedos inflamados de tanto telefonar, aceitou dormir aqui em casa. Escolheu o sofá já que era sua intenção acordar cedo. Acordou com o barulho de louça sendo lavada. Fez café da manhã e foi embora. Ela sugeriu que eu jogasse a louça no lixo. Demorei dois dias para lavar tudo.

             Filhote embarcou para Amsterdam dia 27. Como é seu hábito, estava arrumando as malas e esquecendo metade dos pertences. Tinha uma maleta de mão em cima da minha cama. Abri para ver se algo era necessário, passei a mão por uma das abas laterais. Senti algo duro e abri: uma garrafinha de guaraná, bolachas e um OB. Ele não soube explicar, eu fiz de conta que não desejava saber.

              Réveillon, outra Ceia feita por mim. As batatas foram feitas por minha filha e até que ficaram comíveis. Apanhei para abrir a champanhe e o alicate para abrir avelãs ganhou de todos os presentes. Dessa vez, minha amiga dormiu aqui, com seu pijama e meu gatos. É claro que não lavou a louça.

              Enfim, o ano começou, eu voltei a escrever depois de um longo período. Logo mais ficará claro o que motivou minha volta às letras.

Um bom ano para todos nós!

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 23:14
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19.11.2010


TRIBUTO

 

  • Piano...quatro mãos, sim

  • Contos também..

  • Palavras são sonoras....

  • Eu dito para você..

  • Suas ideias não são minhas..

  • Faremos juntos...

        Fizemos. Muitas discussões, muitos telefonemas. Eu digitei, ficou ao meu gosto. Ao seu também, sopra uma voz.

 

Ser Anão


 

               Filho de pais com estatura normal: 1,80m e 1,70m. Cresceu normal até um ano de idade mais ou menos. No dia do seu aniversário todos perceberam que era ligeiramente menor que as demais crianças mas nada assustador. Aos dois anos, já era patente que João Bathista era pequeno. Aos cinco anos ficou evidente que era anão. Os pais procuraram os melhores especialistas para entenderem o motivo do filho ser pequeno além da conta. Nenhuma explicação cientifica agradou, mas o pai achou de bom tom divorciar da mãe, culpando-a por algum caso extraconjugal. A mãe ficou com o fardo, o filho, por alguns anos. Um belo dia, levou o filho até uma cidade distante onde tinha um circo e vendeu o garoto. Ele tinha doze anos, poderia trabalhar para se manter. A mãe ganhou o mundo e por anos o anão não teve noticias dela. Do pai sabia que estava casado com uma guria novinha, uma raridade, casou virgem e foi mantida quase em cativeiro até parir um filho. Dessa vez, o pai não desejava nenhuma pequena surpresa.

                    João demorou meses para adaptar-se à rotina circense. Sentia muita saudade dos pais, das canções que a mãe entoava. A saudade com o tempo virou jura de vingança pelo abandono. Ele faria algo grande , tão grande, que seus pais teriam remorsos por tê-lo abandonado.

                    O pessoal do circo nunca teve dó dele, era tratado como escravo e obrigado a cuidar dos animais, lavar roupa e mais um tantão de tarefas. Era sofrido, tinha que usar uma banqueta ou uma escada para utilizar a máquina de lavar roupas, a tábua para passar roupas e assim por diante. O seu dono era um sacana de marca maior, levava João ao supermercado e fazia com que ele empurrasse o carrinho e pegasse as compras nas pratilheiras. João subia no carrinho para pegar as mercadorias e usava patins para ficar mais alto e conseguir empurrar a droga do carrinho.

                   Teve que aprender a andar no fio de aço suspenso, carregando aquela vara imensa que mais o desequilibrava do que tudo. Era usado como bala humana, cabia certinho no canhão. Os trapezistas o usavam como bola,o palhaço gostava de enfiá-lo dentro de uma caixa e deixá-lo lá dentro até ficar roxo pela falta de ar. Ficava em cima de um cavalo segurando a mira para os atiradores de faca. João Bathista sofria calado.

                  João completou vinte anos sem nunca ter namorado. Mesmo o circo sendo itinerante, ele nunca conheceu uma anã. As mulheres baixinhas eram altas demais e só riam dele. Certo, João era feio, desengonçado e tinha ar de irado. Deixou a barba crescer na tentativa de melhorar seu rosto doído, mas qual o quê, a gozação do povo do circo aumentou. Passou a ser chamado de anão barbado. Nos espetáculos era anunciado como “ O único Anão barbado do mundo”. Foi obrigado a deixar a barba crescer até seu peito.

                 Cada vez mais João estava triste, desesperançado, certo que merecia uma vida melhor, com algum carinho, com algum sexo. Não aguentava mais masturbação, ele queria era foder, nem que fosse só uma vez.

                   Durante uma turnê do circo por cidades bem pequenas, em uma parada num posto para o abastecimento dos caminhões, o dono contratou uma mulher que trabalhava na lanchonete. Ela era gorda, feia e gaga,os cabelos pareciam palha de aço e eram vermelhos cor de cebola. Foi batizada de Dona Cebola. Ela não gostou mas fez de conta que não, afinal estava realizando seu sonho de sair daquele buraco de cidadezinha e quem sabe, encontrar um marido. Virgem aos trinta e cinco anos.

                    João ficou incumbido de alimentar Dona Cebola. O dono desejava que ela ficasse muito gorda, tal qual uma lutadora de sumô, antes de usá-la no espetáculo. João passava o dia cozinhando para a porca gorda e assim ficou livre das outras tarefas. Café da manhã eram dois frangos fritos, almoço um quarto de leitoa e jantar pelo menos um quilo de carne qualquer. Isso fora os lanches entre as refeições principais. Após quatro meses, Dona Cebola já não conseguia mais se abaixar, precisava de ajuda para andar e não conseguia tomar banho sozinha. João tinha que cuidar dela, dar banho , passar talco, pomada nos lugares certos para não criar assaduras. A pior parte era limpar aquela bunda imensa depois de uma cagada,João quase entalava no meio da bunda da Dona.

                  Apesar de tanta carne mole e gordurosa para limpar, João tinha tesão na Gorda, isso era fato. Ela era a única mulher disponível para ele. Um dia, depois de uma garrafa de vinho de quinta categoria, João convenceu Dona Cebola Gorda a ficar em pé embaixo de uma mangueira. Ele disse que ela precisava respirar aquele ar puro, faria bem para sua circulação e que seria melhor ela respirar bem devagar, com os olhos fechados. Tão logo a Gorda fechou os olhos, João enfiou um balde na sua cabeça e segurando pelas alças , fodeu a danada. Nem ele sabe bem como conseguiu, só lembra que se sentiu dentro de um treco quente e que teve que fazer muita força para meter todo seu pau. Dona Cebola assustou e empurrou o pobre João, ele caiu e bateu tão forte a cabeça que apagou.

                   Acordou em uma cama de hospital, rodeado de pessoas desconhecidas. Entre essas pessoas, um delegado de polícia querendo detalhes do que ele havia feito com a Dona Gorda. João tentou explicar mas não convenceu. A notícia do seu feito correu a cidade, as pessoas apareciam no hospital para conhecer o Anão que fodeu a Gorda.

                   O dono do circo viu nisso uma oportunidade boa para ganhar mais dinheiro. Tão logo João teve alta, um novo espetáculo começou: O Anão que fode uma Gorda. Ele viajou o mundo e fez quatro filhos com a Gorda. Todos anões. Abriu uma empresa e hoje é bem sucedido no ramo de espetáculos de sexo ao vivo, com seus filhos atuando. Seus pais nunca chegaram a conhecer seus netos, uma pena.

Escrito por Eunice(GataVoadora) às 23:29
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